domingo, 21 de junho de 2020

Nova normalidade

Domingo, 21 de junho, acaba o estado de emergência na Espanha. As principais implicações disso são que acabam os controles sobre as pessoas poderem ir ou não a alguns lugares, bem como o controle de horários, estradas, etc. Mas as coisas não vão voltar exatamente ao que eram antes. O uso de máscaras é obrigatório em transporte público, lojas e supermercados. Além disso, ainda não se pode encher restaurantes ou museus na capacidade máxima. A isso chamam nova normalidade na Espanha. Um pouco incômodo andar de máscaras, fato. Mas é um preço módico a se pagar pra ter a vida bem próxima do que era antes de volta. A de antes, acho que morreu. Mesmo depois de uma eventual vacina.

Outra implicação do fim do estado de emergência é na nossa estadia aqui. Tínhamos 180 dias de autorização desde a dada de chegada na Espanha, 22 de janeiro. Acontece que, devido à pandemía, um boletím oficial del estado alterou as normativas em relação à permanência de estrageiros para dar segurança jurídica. Basicamente, se o cara não tem como sair da Espanha, não tem nenhum órgão atendendo, ele não pode ficar ilegal aqui. Com isso, ganhamos 90 dias a partir da data em que teríamos que sair do país. Sendo assim, nossa data limite mudou de 21 de julho para 21 de setembro. Já providenciamos a extensão do aluguel, mas ainda assim vamos tentar ficar até janeiro. Vamos ver se conseguiremos.

sábado, 20 de junho de 2020

Sexta-feira é sexta-feira até no mundo novo

A sexta-feira começou bem animada aqui por razões ímpares. A primeira é que conseguimos, depois de uma semana, marcar horário para atendimento na extranjería. Os atendimentos de serviços públicos aqui para estrangeiros, em especial depois da pandemia, são com hora marcada. Você tem que entrar na internet, colocar seus dados, selecionar o tipo de demanda e marcar um horário. Devido à grande demanda, a gente não tava conseguindo horários (não te deixava marcar) e conseguimos nessa sexta. E já pra terça-feira que vem. Isso significa que vamos começar os trâmites - inclusive nos informar em como fazê-lo - para prorrogar nossa estadia aqui até o último dia possível. A nossa ideia é voltar pro Brasil na última volta do ponteiro antes de eu voltar a trabalhar: 20 de janeiro. Não sei se vamos conseguir, mas ao menos agora temos como tentar.

Também fiquei animado por ter sido chamado pra uma segunda entrevista de trabalho. Novamente, não tenho ideia se vai dar em algo, mas é uma satisfação ter sido aprovado na primeira. Já dá uma massageada no ego-profissional. Isso faz bem.

Aproveitei o dia bonito, que já tinho começado animado, e fui dar uma corridinha e curtir um pouco mais de Santa Cruz de Tenerife. Atualmente, os lugares já tão manjandos, mas nem por isso menos bonitos ou agradáveis.

Teve bom. 
 




sexta-feira, 19 de junho de 2020

Todo dia é dia de praia

Quinta-feira é um dia quase como qualquer outro para quem faz o que quer das suas 24 horas. Nesta última fomos à praia. Praia de Teresitas, que é a mais perto de Santa Cruz. A ideia era ir caminhando como exercício, tomar um banho, voltar de ônibus e almoçar. Foi isso que aconteceu, tudo certo. 1h35m para vencer 8,4km. Um dia bonito mas que insistiu em estar nublado sobre a praia. Acho que tem a ver com a cadeia de montanhas que é logo atrás dela, ali tá sempre com mais nuvens do que sobre a cidade de Santa Cruz.

Mas deu tudo certo, só faltou tirar fotos das arepas e empanadas deliciosas que foram o almoço. Me esqueci.






quinta-feira, 18 de junho de 2020

Mais mato!

Quarta-feira de dia super nublado, até uma chuvinha rápida caiu. E rápida mesmo, aqui a gente nem vê chover, de tão leves e rápidas as precipitações.

Mas fui lá, venci a preguiça, e fui pra trilha. Quase todas as que fiz tem o mesmo ponto de início: Cruz del Carmen. Pois essa de hoje, a PR TF - 1, é molezinha. Além disso, ela se mistura em alguns trechos com trilhas curtíssimas, uma até para cadeirantes. Legal, focadas na sensações: tato, olfato, visão, audição.

Mas voltando a trilha - e como não sou bobo - comecei do alto pra poder descer. Fiz o trajeto ao contrário, de Cruz del Carmen até a igreja de Las Mercedes. Uma hora e meia na trilha, andando devagar, e depois mais uma hora da igreja até o centro da cidade de La Laguna. Era lá que tinha um rodízio de pizza esperando. Afinal, nem só de andar vive o homem.




 (a trilha cruza a estrada duas vezes)


 (Parte da Igreja de Las Mercedes)



 (Se você quiser pegar um livro e deixar algum pra comunidade)
 (A lindinha cidade de La Laguna. De quebra, uma moto recarregando a bateria)

quarta-feira, 17 de junho de 2020

"Diz aonde você vai, que eu vou varrendo"

Aqui em Tenerife não temos diarista nem nada. É a gente que cuida da limpeza da casa. O que é absolutamente normal aqui, diferente das sociedades escravagistas que ainda existem em alguns lugares por aí.

Mas como para toda tarefa, é sempre bom ter as ferramentas certas. Eu, com 1,91m de altura, sofro com algumas coisas corriqueiras, como a altura da pia (muito baixa e tenho que ficar curvado) e cabos de vassoura curtos. Sim, tem que varrer curvado e dói a coluna. É, a idade ajuda a "viabilizar" essas dores.

Pois se o problema da pia é mais difícil de resolver, o da vassoura foi resolvido! Um cabo de vassoura extensível. Já fiz o teste, muito mais qualidade pra varrição e pras minhas costas.

terça-feira, 16 de junho de 2020

A calima voltou

Pra quem não se lembra, quando a gente chegou aqui em Tenerife tivemos uma calima importante. Falei delas aqui e aqui. Pois é, é um fenômeno comum nessas bandas. E ela voltou. Menos intensa, mas marcando presença.




domingo, 14 de junho de 2020

Nova normalidade

E depois de 49 dias de isolamento (de verdade, não essa brincadeira do Brasil de poder sair pra passear e andar de bicicleta), mais 4 semanas de abertura paulatina, finalmente pude voltar às trilhas.

Repetida, verdade. A mesma que já fiz antes, mas depois de três meses foi quase novidade.

Dessa vez, infelizmente, não deu pra tomar um banho na piscina de água do mar depois da trilha. Tem que estar cadastrado na prefeitura e solicitar um horário com antecedência, coisa que eu não fiz por simplesmente não ter a menor ideia de como estava o controle das piscinas em Punta Hidalgo. Também não poderia, pois é só pra quem tem identidade e eu não tenho. Ruim? É. Mas nas atuais circunstâncias tá melhor do que nada.

E, acho que por saudades ou deslumbre renovado, tirei muitas fotos. Pra quem gosta, divirtam-se.

 










p.s.: Nada mal morar nessa casa aí no final da trilha, né?